A imensa maioria das costureiras no Brasil, aprendeu o ofício, mas não aprendeu a cobrar pelo serviço de costura. É triste dizer que a média salarial das nossas costureiras gira em torno de R$ 1900,00 por mês no chão de fábrica, segundo o portal salario.com.br. E, muitas vezes, esse valor não é muito diferente da renda de uma costureira que mantém um pequeno ateliê de costura funcionando na garagem de casa.
Elas trabalham muito. Em grande parte dos casos fazendo:
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Roupas por produção para fábricas e marcas;
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Consertos e reparos, como: barras, trocas de zíper, ajustes e folgas em roupas, entre outros;
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Peças sob medida e fabricação própria;
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Uniformes para empresas;
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Artigos em tecido para cama, mesa e banho;
E ainda por cima, acumulam funções, lidando com prazos apertados e clientes exigentes que não valorizam o serviço executado. E pior: por passarem horas sentadas diante da máquina de costura, acabam com dores crônicas e problemas na coluna. Mas ainda assim, continuam recebendo um salário muito abaixo do que realmente merecem.
Mas quem realmente lucra?
O mais revoltante é perceber que, enquanto tantas costureiras sobrevivem cobrando barato, o setor do vestuário movimenta cifras bilionárias. Só em 2025, o varejo de vestuário movimentou cerca de R$ 314,9 bilhões de reais no Brasil, segundo dados do IEMI Inteligência de Mercado.
Mas por trás dessa indústria gigantesca, existe uma realidade pouco falada: no Brasil, há milhares de costureiras recebendo valores baixíssimos para produzir ou recuperar uma quantidade incalculável de peças do vestuário.
Não é falta de talento.
O problema é que a imensa maioria das costureiras no Brasil aprendeu muito bem o ofício, sabem costurar com excelência, tem verdadeiro amor pela costura, carregam consigo a herança e o aprendizado passado de mãe pra filha ao longo de gerações e gerações, mas nunca aprendeu como cobrar pelo serviço de costura de forma justa e lucrativa.
Vivem à mercê dos fabricantes e vendedores que entregam o ouro da mão de obra artesanal brasileira a preço de banana para o consumidor final. O preço baixo chega nas lojas, mas quem realmente paga a conta é a costureira que está por trás da linda roupa na vitrine.
E mesmo sendo tão talentosa, na maioria das vezes a costureira, vive à sombra de medos:
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Medo de cobrar mais e perder clientes;
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De largar a produção e perder a única fonte de renda;
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De cobrar um preço justo pelo serviço;
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De parecer “abusiva”; ou de ser vista como uma costureira careira.
Porém, não enxerga que cobrar barato não garante cliente fiel e ainda por cima leva de brinde o cansaço, a sobrecarga, o lucro baixo. E no fim do mês a conta que não fecha de jeito nenhum.
Porque Costureiras Cobram Tão Barato?
Por trás de todos esses medos, existe a necessidade real que a costureira tem de pagar as contas; a insegurança plantada na cabeça de muitas delas a respeito do seu próprio valor; a falta de posicionamento no mercado, a dificuldade de vender o seu peixe; a simplicidade de quem só sabe costurar e nada mais que isso.
É por isso que cobram barato pra costurar e são desvalorizadas. É por isso que muitas vivem esquecidas nos ateliês montados de improviso, nas garagens de casa.
Aceitando todo tipo de abuso:
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urgências sem cobrar taxa extra;
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clientes que pedem desconto o tempo todo;
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alterações infinitas no modelo;
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prazos impossíveis;
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serviços enormes por valores mínimos.
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Fabricantes mandando no ateliê.
Que tipo de cliente a costureira costuma atrair?
E o mais preocupante é que isso cria uma falsa sensação de segurança. Mas o que muitas costureiras ainda não perceberam é que cliente que escolhe apenas pelo menor preço raramente valoriza o trabalho artesanal.
Na prática, cobrar barato costuma atrair:
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os clientes mais difíceis;
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excesso de trabalho;
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desgaste emocional;
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lucro baixo;
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e uma rotina cansativa que parece nunca ter fim.
Enquanto isso, costureiras que aprendem a se posicionar de forma mais profissional conseguem:
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selecionar melhores clientes;
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trabalhar com menos sobrecarga;
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aumentar o lucro do ateliê;
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e construir uma clientela que valoriza qualidade, confiança, acabamento bem feito, mão de obra artesanal e ex-clu-si-vi-da-de.
E elas conseguem, não porque sabem costurar melhor que as outras, mas porque não aceitaram vender o seu talento a preço de nada, mas o transformam em valor real, para os outros e para si mesma.
Não é só uma costurinha!
É importante levar em consideração algumas coisas antes de dar o preço da sua costura. Porque afinal de contas, você não faz só uma costurinha. Você é uma verdadeira profissional e deve a partir de agora se comportar como tal e exigir das clientes e fabricantes o respeito que o seu trabalho merece.
Por isso, ao cobrar pelo seu serviço de costura, lembre-se:
1- Tempo:
Não é só sentar na máquina e costurar, você leva tempo para responder um pedido de orçamento no whatsapp, pra receber a cliente no ateliê, pra estudar o modelo que ela escolheu, pra cortar e costurar a roupa, pra fazer as provas, pra finalizar as peças, pra atender a cliente no ateliê novamente e entregar o pedido. E tempo, custa caro. Precisa ser contabilizado. Você já sabe quanto custa a sua hora?
2- Experiência:
Outra coisa que precisa ser levada em consideração é a sua experiência e o investimento educacional para aprender novas técnicas, é o aprimoramento da sua costura, é a evolução do seu trabalho. Por isso, não importa se você demorou 20 minutos pra fazer uma barra. Por que tempo, não é a única condição que vai determinar o seu preço.
3- Materiais e Equipamentos:
Não se esqueça de colocar na ponta do lápis, os materiais e os equipamentos investidos no seu ateliê. Nada de cobrar por achismo, pois os preços dos fornecedores sempre mudam e isso pode influenciar diretamente o preço da sua mão de obra.
4- Retrabalho:
E é muito importante lembrar, que você pode ter retrabalho. Se a cliente não gostou do efeito do tecido no corpo, ou fica procurando defeitos na roupa, você pode ter que refazer a costura muitas vezes a depender do perfil da cliente e geralmente essas são as que mais pedem desconto. Por isso, cuidado!
5- Responsabilidade:
Você precisa cobrar pela costura de acordo com a exigência e a responsabilidade que você terá em determinado serviço.
Por exemplo, um vestido feito em poliéster, não pode custar o mesmo valor da mão de obra de um vestido feito em seda pura, ainda que seja do mesmíssimo modelo, porque se ocasionalmente você erra com um poliéster é muito mais barato repor esse tecido, mas você poderá perder muitíssimo se errar em um tecido de seda pura.
6- Espaço Físico do Ateliê:
Quanto mais você investe no seu espaço de atendimento, mais você deve cobrar do cliente. Afinal de contas, o cliente paga pelo conforto de um ar condicionado na hora prova, ou por um tapete fofinho no provador, pelo café quentinho que você oferece, pelo lustre luxuoso que você colocou na recepção, pelo cheirinho gostoso da limpeza, pela música agradável. Tudo isso, transmite profissionalismo e confiança para o cliente e portanto todo esse custo deve ser repassado na hora que você for cobrar pelo seu serviço de costura.
7- Desgaste Físico e Mental
Quem olha uma costureira trabalhando, muitas vezes vê apenas alguém sentado diante de uma máquina. Mas quem vive a rotina da costura sabe o quanto esse trabalho exige física e mentalmente do profissional por trás da máquina.
São horas na mesma posição, esforço repetitivo nas mãos, tensão na coluna, desgaste da visão, pressão com prazos, provas, ajustes e clientes ansiosos esperando o pedido.Tudo isso gera desgaste e por isso, também precisa entrar no valor da sua mão de obra, pra que você consiga cobrar mais, trabalhar menos e ter mais qualidade de vida.
8- Energia Elétrica e Manutenção:
Máquina industrial, ferro de passar, iluminação, ventilador, ar-condicionado, computador, celular, internet, água, aluguel…tudo isso gera custos constantes dentro do ateliê.
Além disso, existe manutenção:
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troca de peças;
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lubrificação;
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regulagem;
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consertos;
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compra de novas máquinas.
Essas coisas costumam ser os vilões da costureira, porque roubam dinheiro do caixa sem que ela perceba. Por isso, não se esqueça de colocar todos esses itens na ponta do lápis.
9- Exclusividade e Personalização:
Uma peça feita sob medida não é igual a uma roupa produzida em massa. Exclusividade tem valor. Muitas clientes pagam caro em marcas famosas justamente para se sentirem únicas. Então por que uma peça artesanal feita especialmente para aquela cliente deveria valer tão pouco?
10- Taxa de Urgência:
Cliente que precisa “pra amanhã” não pode pagar o mesmo valor pelo serviço de costura de quem respeita o prazo normal do ateliê. Urgência significa:
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reorganizar agenda;
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virar noite trabalhando;
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atrasar outros pedidos;
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aumentar o desgaste físico e emocional.
Por isso, taxa de urgência não é abuso.
Como Calcular um Preço Justo no Ateliê
Agora você precisa arregaçar as mangas e começar a criar a sua própria tabela de preços.
Porque tudo isso que falamos acima varia de ateliê para ateliê. Os custos não são os mesmos, a experiência não é a mesma, o tempo também pode ser bem diferente, enfim, cada costureira é única. Comparar preços ok! Copiar tabela não!
1- Coloque no papel o valor de todos os seus custos: fixos e a média dos custos variáveis. (Aluguel luz, água, internet, manutenção…não se esqueça de nada)
2- Pegue o resultado e divida pelos dias trabalhados.
Ex: R$ 2200,00 de custo / 22 dias trabalhados = R$ 100,00 por dia
3- Pegue o valor do custo por dia e divida pelas horas que você costuma trabalhar.
Exemplo: R$ 100,00 de custos por dia / 6 horas trabalhadas = R$ 16,67 por hora
4- Lucro:
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Costureira Iniciante: Acrescente 30% de lucro em cima do seu custo.
Exemplo: R$ 16,67 de custo + 30% = R$ 21,67 (não cobre menos que isso pela sua hora)
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Costureira Intermediária: Acrescente 50% de lucro em cima do seu custo.
Exemplo: R$ 16,67 de custo + 50% = R$ 25,01 (não cobre menos que isso pela sua hora)
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Costureira Experiente: Acrescente de 80 a 100% de lucro em cima do seu custo.
Exemplo: R$ 16,67 de custo + 100% = R$ 33,34. (não cobre menos que isso pela sua hora)
5- Se você usar algum material extra para costurar, o valor dele também deve ser acrescentado e com margem de lucro. Porque você se deu o trabalho de ir comprá-lo no lugar da cliente.
6- Taxa de Urgência: cobre de 30% a 100% em cima do valor final se o cliente te faz um pedido em cima da hora, a depender do impacto que esse pedido causará na sua rotina e nos outros pedidos do seu ateliê.
Como Criar a Sua própria Tabela de Serviços?
Para criar a tabela de serviços, pegue o valor da sua hora e divida ou multiplique pelo tempo que você leva para fazer aquele serviço.
Exemplo: Se você é uma costureira experiente e a sua hora custa hoje: R$ 33,34 e você leva 5 minutos pra responder essa cliente no whatsapp + 20 min. pra marcar a barra no corpo da cliente + 10 min. pra alinhar a barra na mesa de corte + 20 min pra costurar +20 min. pra prova e entrega do pedido, temos um total de 1h e 15 minutos para fazer aquela barra. Portanto, sua barra não pode sair por menos de R$ 41,68.
O cálculo é este:
R$ 33,34 por hora x 1 hora e 15 minutos (pra fazer a barra) = R$ 41,68 é o valor que você deve passar para o cliente.
Arredonde para R$ 40,00 ou R$ 45,00
Esta mesma conta você fará para todos os serviços que você fizer no ateliê.
Ex:
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Barra de vestido
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Barra de saia
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Ajuste de cintura
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Ajuste lateral de roupas
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Troca de zíper
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Troca de botão
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Ajuste de comprimento de mangas
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Ajuste de ombro
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Ajuste de vestido de festa
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Ajuste de roupa social
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Ajuste em roupa de noiva
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Ajuste de terno
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Ajuste de uniforme escolar
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Reforma de roupas antigas
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Customização de peças
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Conserto de rasgos
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Remendo em jeans
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Aplicação de renda
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Aplicação de bordados
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Confecção de vestidos sob medida
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Confecção de roupas infantis
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Confecção de moda fitness
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Confecção de pijamas
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Confecção de uniformes
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Produção para marcas de roupa
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Costura de enxoval de bebê
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Produção de artigos de cama, mesa e banho
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Ajustes em cortinas
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Fabricação de almofadas e capas decorativas
Não se esqueça de acrescentar na conta, a taxa de urgência e os materiais extra se houverem.
Como Cobrar Mais Sem Perder Clientes
Uma das maiores mentiras que muitas costureiras acreditam é: “Se eu aumentar meu preço, vou perder todas as minhas clientes.” Mas cliente fiel não permanece apenas pelo menor preço, ela permanece porque:
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confia no seu trabalho;
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gosta do acabamento;
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sabe que você entrega no prazo;
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se sente bem atendida;
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e encontra em você algo que não encontra facilmente em outro lugar.
O problema é que quando a costureira cobra barato demais, ela acaba atraindo justamente o tipo de cliente que:
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reclama de tudo;
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pede desconto;
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quer urgência;
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desvaloriza o trabalho artesanal;
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e troca de profissional por qualquer diferença de preço.
Enquanto isso, clientes que valorizam qualidade normalmente entendem que serviço de costura bem feito custa mais caro.
1. Aumente seus preços aos poucos
Você não precisa dobrar seus preços de um dia para o outro no ateliê de costura. Comece ajustando gradualmente:
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10%;
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15%;
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20%.
Principalmente nos serviços que dão mais trabalho; geram mais desgaste; ocupam muito tempo; ou exigem maior responsabilidade.
Muitas vezes, a costureira descobre que poderia estar cobrando mais há muito tempo e os clientes continuariam pagando normalmente.
2. Aprenda a dizer “não”
Nem toda cliente vale a pena. Essa talvez seja uma das lições mais difíceis para quem trabalha com costura. Clientes que: pressionam, desrespeitam horários, pedem desconto o tempo inteiro, atrasam pagamentos ou sugam sua energia emocional, podem custar mais caro do que o dinheiro que deixam no caixa.
Faça seu atendimento parecer mais profissional
Pequenos detalhes mudam completamente a percepção de valor:
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responder com educação;
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ter boa apresentação;
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manter o ateliê organizado;
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entregar peças limpas e bem embaladas;
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usar etiquetas;
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criar um ambiente agradável;
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ter um catálogo;
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mostrar fotos bonitas do seu trabalho.
Tudo isso faz a cliente perceber que está diante de uma profissional séria e não apenas de alguém “fazendo uma costurinha”.
3. Se Posicione no Digital
A grande maioria das costureiras não tem um perfil no Google, usa o Instagram de forma amadora, não sabe responder um direct ou o WhatsApp com profissionalismo. E com isso, acabam deixando dinheiro na mesa e perdendo clientes que pagariam muito mais pelo seu trabalho.
Hoje, todo ateliê de costura precisa estar no digital. A cliente moderna procura referências antes de contratar. Por isso:
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publique seus serviços;
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mostre bastidores;
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poste antes e depois;
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grave vídeos das peças;
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organize seu feed;
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crie um perfil no Google;
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tenha um site profissional;
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invista em SEO para aparecer nas pesquisas do Google;
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e aprenda a atender bem no WhatsApp.
Tudo isso influencia diretamente no valor que você consegue cobrar.
E foi justamente para ajudar costureiras e pequenos ateliês a vencerem o desafio de costurar e ao mesmo tempo se posicionarem no digital, que criamos a Facecolor Marketing.
Nós ajudamos costureiras e pequenos ateliês a se posicionarem no digital para atrair clientes que valorizam seu trabalho e pagam preços mais justos.
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social media;
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criação de sites;
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SEO;
-
posicionamento digital;
-
identidade visual;
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e estratégias para atrair clientes que valorizam o seu trabalho.




